Aliteração – O que é essa Figura de Linguagem? Significado e Exemplos

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A Aliteração é uma figura de linguagem muito utilizada na língua portuguesa. Presente no cotidiano, na música e na poesia… saiba o que é e veja exemplos.

O que é Aliteração

Termo procedente do latim, de alliteratio. É uma figura de linguagem que consiste na expressão de sons exatos ou similares, em palavras de uma frase, versos ou poesias. Aliteração é a repetição de um mesmo fonema em várias palavras que constituem uma frase.

Uma única leitura é o suficiente para chamar a atenção para um aspecto interessante dessa frase: a sonoridade. A repetição de um mesmo som consonantal, representado pelas letras ç, s e c. Realça a musicalidade do verso, constituindo uma figura chamada aliteração.

Pode ser usado em músicas, como um recurso literário. Compõe um sonoridade que vai além da simples escrita, podendo dar outro som ao texto, entretanto, é preciso saber usá-la para que não torne-se enfadonho.

Exemplos de Aliteração

– “O novo novelo de novo no dedo enrolou-se”.

Nesta frase, a aliteração está sendo realçado pela repetição do som da letra “n”, consiste em repetir um mesmo som consonantal em uma sequência de palavras para criar um efeito expressivo de sonoridade.

A seguir, veja mais exemplos:

– “Nutella alegra a galera e deixando a vida mais bela”.

A repetição das consoantes similares que causam o efeito sonoro na frase. Nesse caso, aliteração em A

– “João comeu pão sentado no chão e sujou as mãos”.

O destaque da frase está nos sons vocálicos semelhantes que ela produz.

– “Proponho uma promoção de produtos para os profissionais da empresa”.

– “Belos beiços bebendo em beijos breves”. (Aliteração em B)

A aliteração também pode ser usada nos famosos trava-línguas, como

– “O rato roeu a roupa do rei de Roma” (aliteração em R)

– “Três pratos de trigo para três tigres tristes” (aliteração em T)

– “A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã, nem a rã arranha a aranha” (Aliteração em R)

 

Por vezes a produção sonora da aliteração pode ser considerada um erro. Principalmente no meio acadêmico, nos cursos em que há menor disponibilidade para experimentações com a linguagem, a aliteração é tida como um erro, como um problema de ortografia. Por isso, é preciso saber usá-la e em qual momento.

Aliteração não é rima

Aliteração é diferente de rima. A rima, quando acontece nos casos de aliteração, não é proposital. Por vezes ela acontece como consequência da reunião das palavras com mesmos sons consonantais. A rima é uma repetição proposital ao final das orações para provocar certa sonoridade, é comumente usada em poemas, veja o exemplo:

– “Jéssica cortou seus cachos

De trata tristeza os jogou no riacho

Não se deve confundir a aliteração com a assonância. Esta também é a repetição de sons, mas em seus sons vogais, principalmente nas sílabas tônicas. Normalmente é utilizada em poesia e música, pois provoca uma certa musicalidade nas orações. Traz um eco, faz a frase ressoar, mas também pode não ser bem visto em textos acadêmicos.

Por exemplo:

“O mulato dança no ato produz um hiato.”

Observa-se um eco que atravessa a frase a partir de ato.

Também não deve confundir a aliteração com paranomásia, esta é a aproximação pelo som, mais do que pela grafia e no significado. Por exemplo, as palavras houve e ouve, são verbos que conjugados possuem a mesma sonoridade, mas possuem tanto a grafia com o significado diferentes.

Imagem: corujaconcurseira.jusbrasil.com.br